quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um pouco sobre o Oriente Médio

O conflito nessa região é um dos mais longos da história. Dar palpites sobre ele, a 11000 km de distância, não parece uma idéia muito saudável. Não tenho uma bola de cristal para fazer isso, como aparentemente alguns assessores especiais da presidência do Brasil têm. Vou me limitar, por tanto, a uma leitura crítica de algumas notas da imprensa nacional sobre o recente episódio envolvendo a abordagem de uma flotilha “humanitária”.

Página 33 do Jornal O Globo, quarta feira 2 de junho de 2010:
Manchete: “ ........, Presa, cineasta brasileira assegura que não havia armas no barco e .....”.
Trechos da entrevista à cineasta: “.... Na realidade esperávamos uma confrontação ..... A gente não tinha armas, não tinha material violento para atacar ...... tínhamos máscaras. Mas não tinha muita arma”.

Trata-se de uma manipulação grosseira da informação, como aliás, fazem os jornais do mundo todo diariamente. Eu pergunto: Alguém conhece algum ativista dessas missões humanitárias? Dificilmente a resposta será positiva. Não são pessoas normais como nós, são encrenqueiros com pouca ou nenhuma coisa para fazer. Só não vê quem não quer: de humanitária essa missão só tinha o nome. Esses “ativistas” estavam preparados para o confronto, só não esperavam ser abordados em águas internacionais.

Por outra parte, o exército de Israel ou ao menos os comandos envolvidos nessa ação mostraram-se despreparados. Vários soldados foram rapidamente dominados por civis (não precisamente civis inocentes e desarmados, como a imprensa quer nos fazer acredita) e alguns até jogados no mar.

Resumindo, não dá para ser meros leitores de jornais. Dessa forma acabamos sendo manipulados pelos mais diversos interesses. É necessária uma leitura crítica e profunda de cada matéria, para poder tirar conclusões independentes da vontade dos editores. Felizmente, em tempos da internet isto é perfeitamente possível.

Sds

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A história que não deve ser esquecida



O comunismo está de volta, não tenham a menor dúvida. As idéias centralizadoras e ditatoriais de alguns líderes latino-americanos da atualidade (Chávez, Morales, Correia, Ortega, etc), junto a um enorme contingente de seguidores que, por puro desconhecimento da história ou burrice, ou as duas juntas, se esforçam em apoiar os seus chefes no processo de implantação do que há de pior em organização socio-econômica, não deixam dúvida acerca do perigo real a que nossa geração se enfrenta. Na minha incessante luta para poupar aos nossos povos destas terríveis experiências, recomendo uma leitura cuidadosa da história da profa. Var Hong Ashe, sobrevivente do regime do Khmer Vermelho (http://www.opendemocracy.net/article/cambodia-surviving-the-khmer-rouge). Aqueles que prefiram em português recomendo a tradução do depoimento em (http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/).

O regime do Khmer Vermelho (pela cor dá para saber a orientação política que estes malucos tinham, basta lembrar-se da cor das camisas do nosso querido Chávez, ou mais próximo, dos nossos “aguerridos” militantes do MST) governou Camboja durante o período 1975-79. Até hoje o povo cambojano conta os seus mortos.


Qualquer traço de intelectualidade ou posse (inclusive marcas de relógio nos pulsos) era motivo suficiente para ser fuzilado ou decapitado pelos comunistas. Recentemente li que um dos ministros de Chávez pretende retirar uma lanchonete McDonalds do lugar em que ela se encontra pelo simples fato de que não combina com um busto de Fidel Castro que será erguido nas imediações. A comparação com os comunistas cambojanos pode parecer exagerada. A história mostra, no entanto meus caros leitores, que esses eventos simples, até divertidos, são o embrião das maiores catástrofes que a humanidade já vivenciou. Basta que os amantes da liberdade nada façam para que os comunistas percam completamente a noção e partam para o pior.

Saudações




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Brasil não merece esse Congresso

Todo dia, enquanto tomo o café da manhã, leio alguns jornais. Sou professor universitário, especificamente da área de engenharia, logo faço isso mais por interesse próprio do que por necessidade profissional. No programa Custe o que Custar (CQC) da Band de segunda feira 30/11/2009 às 22:30, os apresentadores fizeram perguntas de atualidade, daquelas que qualquer um que leia jornal sabe, a vários integrantes do congresso nacional. É isso mesmo que você, caro leitor, está pensando: com honrosas exceções, como a do Paulo Maluf (neste caso nem tão honrosa assim), por exemplo, ninguém sabia de nada. Fico imaginando como aquelas figuras (e confesso, estou me contendo para não ofender) não sabem coisa com coisa e ainda querem legislar no Brasil. Desse jeito vai ser bem difícil sair do buraco. A iniciativa privada, alguns setores do funcionalismo federal, estadual e municipal e a maior parte da intelectualidade poderão fazer a sua parte, mas enquanto os nossos parlamentares não estejam minimamente informados, a decolagem do país como um todo se dificulta enormemente.
Até a próxima,

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Muro de Berlim e a Ilha Cárcere (Cuba). Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Acabo de assistir a uma reportagem do canal "History Channel" sobre o muro de Berlim. Foram inúmeras histórias de sofrimento do povo da Alemanha oriental tentando atravessar o muro. Soldados do lado “democrático” atirando para matar em seus próprios conterrâneos, inclusive mulheres e crianças. Senti a mesma raiva e impotência que sentia quando estava em Cuba. Sinto-me na obrigação moral de compartilhar a minha experiência de vida sob aquele regime imundo com todos os meus alunos e colegas. Em tempos de blogs e twitter isto é possível, embora não tenha qualquer experiência prévia com estes modernos mecanismos da web.
O objetivo é único e claro: cumprir com o meu dever cívico de contribuir para evitar, pelos médios ao meu alcance, que a raça humana volte a cometer erros do tamanho e a envergadura que foram a criação e implantação do comunismo no mundo.
Liberdade é tudo o que o homem que mora sob o manto dos regimes totalitários e simpatizantes não tem. Por isso as pessoas mais simples, sem qualquer vocação de aventureiros, correm os mais inimagináveis riscos para fugir dos seus próprios países. Afirmo aqui, publicamente e em voz alta, para quem quiser ouvir, “os maiores feitos do comunismo internacional foram a morte prematura e indesejada, por fome e violência oficial, de milhões de inocentes, e a desintegração forçada das células básicas da sociedade civil: as famílias”.
Por enquanto é só. Continuarei escrevendo as minhas opiniões sobre estes e outros temas da geopolítica em outras postagens.
Saudações