Um pouco sobre o Oriente Médio
O conflito nessa região é um dos mais longos da história. Dar palpites sobre ele, a 11000 km de distância, não parece uma idéia muito saudável. Não tenho uma bola de cristal para fazer isso, como aparentemente alguns assessores especiais da presidência do Brasil têm. Vou me limitar, por tanto, a uma leitura crítica de algumas notas da imprensa nacional sobre o recente episódio envolvendo a abordagem de uma flotilha “humanitária”.
Página 33 do Jornal O Globo, quarta feira 2 de junho de 2010:
Manchete: “ ........, Presa, cineasta brasileira assegura que não havia armas no barco e .....”.
Trechos da entrevista à cineasta: “.... Na realidade esperávamos uma confrontação ..... A gente não tinha armas, não tinha material violento para atacar ...... tínhamos máscaras. Mas não tinha muita arma”.
Trata-se de uma manipulação grosseira da informação, como aliás, fazem os jornais do mundo todo diariamente. Eu pergunto: Alguém conhece algum ativista dessas missões humanitárias? Dificilmente a resposta será positiva. Não são pessoas normais como nós, são encrenqueiros com pouca ou nenhuma coisa para fazer. Só não vê quem não quer: de humanitária essa missão só tinha o nome. Esses “ativistas” estavam preparados para o confronto, só não esperavam ser abordados em águas internacionais.
Por outra parte, o exército de Israel ou ao menos os comandos envolvidos nessa ação mostraram-se despreparados. Vários soldados foram rapidamente dominados por civis (não precisamente civis inocentes e desarmados, como a imprensa quer nos fazer acredita) e alguns até jogados no mar.
Resumindo, não dá para ser meros leitores de jornais. Dessa forma acabamos sendo manipulados pelos mais diversos interesses. É necessária uma leitura crítica e profunda de cada matéria, para poder tirar conclusões independentes da vontade dos editores. Felizmente, em tempos da internet isto é perfeitamente possível.
Sds
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário